terça-feira, 30 de julho de 2013

A transformação começa dentro de cada um

Que o mundo anda cheio de problemas e que as pessoas estão, progressivamente, mais individualistas, é do conhecimento de todos. O desafio da humanidade atual é reverter esse quadro e fazer cada cidadão pensar no próximo como se estivesse pensando em si próprio. A tarefa não é fácil, mas não custa nada tentar.
 
Num dos capítulos do Levítico, o terceiro livro da Bíblia, encontra-se o seguinte: "Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo: eu sou o Senhor"(Lev. 19, 18). Embora o versículo não seja tão conhecido em sua completude, a frase "amarás o teu próximo como a ti mesmo" foi e ainda é bastante divulgada na sociedade. Porém, a força de seu significado fica, muitas vezes, restrita ao campo teórico. E isso se evidencia quando nos damos a oportunidade de parar alguns instantes e refletir sobre o nosso papel no mundo: estamos, de fato, amando o próximo como a nós mesmos? Diante de tantas atribuições, não temos tempo (sempre ele!) de ocupar o nosso dia-a-dia com atividades em que o outro seja o foco. A vida cheia de responsabilidades; o mercado que exige, cada vez mais, profissionais qualificados; o tempo curto para fazer tantas coisas (ora é aliado, ora é vilão), esses são só alguns pretextos utilizados por nós para nos desculparmos pela falta do amor alheio. É válido ressaltar que amor, aqui, está sendo tratado em seu sentido mais amplo.
 
Às vezes, as pessoas se enganam e pensam que uma simples contribuição na vida de alguém não é algo tão significativo. A famosa pergunta "O que eu posso fazer para mudar o mundo?" vem, quase sempre, acompanhada da resposta: "Nada". Aí que está o equívoco. Em vez de só reclamar sobre os problemas que existem, o correto mesmo é partir para a ação. É pensar naquilo que pode ser feito para transformar a realidade na qual está inserido(a). O que não falta é coisa para fazer, basta olhar para o lado.
 
O grande desafio mesmo é fazer o exercício de se desprender de valores egoístas. Isso não é nada fácil, porque para amar o próximo é preciso abrir concessões e se doar de forma completa. É preciso ter tempo, vontade e verdade. Não dá para pensar no próximo apenas para cumprir tabela, para bater ponto. Assim, o mundo não muda. É necessário fazer direito e ter a consciência de que a transformação começa a aparecer quando é um propósito originado dentro de cada um.
 
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