quinta-feira, 20 de junho de 2013

O povo e a rua

 
A rua sem o povo não é nada| Foto: Raulino Júnior
 
  
Depois de anos separados
O povo e a rua voltaram a se casar
E tiveram filhos
Filhos, estes, com vontade de mudar um Brasil casmurro
Que não quer ver a própria realidade
Que bota maquiagem para gringo ver
 
Depois de anos separados
O povo e a rua perceberam que juntos são mais fortes
Que para dar um basta em atos descabidos
Basta um basta! com atos práticos
E que a apatia e a inércia
Só servem para reforçar absurdos pandêmicos
 
Depois de anos separados
O povo e a rua constataram que a união entre eles é eficaz
E que todo preconceito é falta de conhecimento
E que toda falta de conhecimento dá vazão à ignorância
E que toda ignorância gera a violência
E que a violência é a principal arma de quem não tem argumentos
 
Depois de anos separados
O povo e a rua compreenderam que a liga entre eles dá linha
Dá linha de subversão
Dá linha de resistência
Dá linha de poema
E que a rua sem o povo não é nada
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