terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O VERDADEIRO NATAL

# Artigo de Opinião

A cada ano que passa, o Natal, do jeito que é vendido, perde ainda mais o interesse para mim. Não gosto muito dessa festa porque acho que tem um apelo desmedido ao consumo e isso acaba ofuscando o seu verdadeiro sentido: o de refletir e melhorar a condição humana. Também percebo muita hipocrisia nas comemorações natalinas, já que há um perdão para tudo somente por conveniência social. O verdadeiro espírito natalino é aquele que lida com a sinceridade nas relações. Fazer isso durante todo o ano, não só nesse período, é o ideal. Às vezes não é fácil, mas tentar é preciso. O importante é buscar ser uma pessoa melhor sempre.

Todo ano é a mesma coisa: em meados de setembro, somos bombardeados pelas propagandas relacionadas ao Natal. E isso significa consumo, consumo e consumo. Óbvio que só se deixa influenciar quem não tem tanta noção das coisas ou carece de um espírito crítico. O ruim é que tem muita gente assim. Pessoas que, só porque veem um formato de “Natal” retratado, principalmente, nas novelas de TV e nos telejornais, acham correto reproduzir tal comportamento. Sendo assim, a essência natalina fica tão esquecida quanto a data de pagamento da fatura do cartão.

O Natal foi feito para quê? Só para comprar presentes para as pessoas que convivem com você ou para fazer com que todos nós reflitamos sobre a vida e sobre a nossa própria vida? Que atitude “natal” você teve este ano? Porque não dá para bancar o bonzinho só agora. Pensar no Natal é pensar nas relações humanas que tivemos durante todo o ano; no companheirismo, na amizade, na empatia. Será que, do modo como eu me comportei ao longo desses 12 meses, sou digno de ganhar presentes da vida? Presentes aqui entendidos como aqueles objetivos traçados no início de janeiro.

Sinceridade é a palavra-chave para começar a ser uma pessoa melhor e para traduzir o espírito natalino. É bem mais louvável mostrar para uma pessoa que você está chateado com ela do que ficar sustentando um tipo de relação que, na prática, não existe. Isso, para mim, é a melhor forma de preparar o Natal. Na verdade, o Natal está dentro de cada um de nós. O estranho é que só exercitamos num único período do ano. Aí está o erro.
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