quinta-feira, 27 de outubro de 2011

UM "MIUDIN" MUITO GRANDE: Caio Muniz faz sucesso com os Miudins, mas não abre mão de suas outras facetas artísticas

Caio Muniz




#Perfil


Os caminhos da arte e os de Caio Muniz se cruzaram desde muito cedo, quando ele ainda era criança. A paixão por desenhos e por formas geométricas começou com uma coleção de histórias em quadrinhos. O fascínio foi tão grande que, em pouco tempo, ele já inventava as próprias histórias e as vendia aos colegas. Estimulado pela família, o designer, formado pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb), sempre teve o universo artístico presente na sua vida e soube aproveitar todas as oportunidades. O pai, Francisco Carlos Muniz, é jornalista e escritor; a mãe, Ana Beatriz Cavalcante Muniz, é artesã e professora de português aposentada. Aos 30 anos, Caio é, hoje, um dos artistas plásticos mais requisitados do mercado baiano por ter criado um nicho pouco explorado na região. Sua arte consiste em criar miniaturas caricaturadas de anônimos, famosos e de personagens de filmes, quadrinhos e desenhos animados, usando epóxi, porcelana fria, biscuit e verniz como matérias-primas.

A novidade de Caio deu vida ao projeto Miudins, idealizado em 2009. Dentre as personalidades que já foram transformadas em Miudins, estão Bel Borba, Carla Visi, Lázaro Ramos, Wagner Moura, João Ubaldo Ribeiro, Maria Gadú, Glória Pires, Daniela Mercury, Vanessa da Matta, Elisa Lucinda, Jau, Adelmo Casé, Netinho, Scheila Carvalho, Djavan, Danilo Gentili e Luiz Caldas. “O projeto surgiu como uma fonte de renda alternativa, mas hoje é a minha fonte principal”, reconhece. Além de artista plástico e designer, Caio trabalha como ator, ilustrador, mestre de cerimônias e animador.

Miudins
Caio Muniz se considera um privilegiado quando o assunto é profissão. Como ele mesmo pontua, “brinca de trabalhar e trabalha brincando”. Isso se dá pelo caráter lúdico presente na confecção das miniaturas e porque os seus Miudins, além de garantirem uma boa renda mensal e fazer com que ele se sinta artisticamente realizado, proporcionam momentos inesquecíveis na sua vida. “Quando entreguei o da Maria Gadú a ela, foi muito marcante, pois foi a primeira vez que ela se apresentou em Salvador, no auge da carreira. A receptividade da cantora foi surpreendente pra mim. Ali, eu percebi a alegria que a minha arte podia me trazer”, destaca. A propósito, Caio faz questão de homenagear artistas que admira através de seus Miudins. Nesse sentido, ele sempre dá um jeito de entregar, pessoalmente, o objeto para o homenageado. Mas há critérios para que um artista receba tal honraria. “Eu só presto homenagem a pessoas que, de fato, admiro, pois acredito em energia". A única restrição do artista é em homenagear políticos e religiosos. "Mexer com questões ideológicas pode impedir que eu tenha oportunidades de trabalho", afirma.

As influências no trabalho de Caio são inúmeras. Dentre elas, está a de Max Porto, vencedor do Big Brother Brasil 9, que também é artista plástico. “Tive influência direta dele. Hoje, ele me admira e me chama de pupilo”, envaidece-se. Na Bahia, Bel Borba e Denissena são exemplos de artistas que serviram de referência para Caio. O nome Miudins foi dado pelo próprio artista e nada tem a ver com a sua estatura, de 1,58m: “Estava buscando um nome forte e pequeno, que remetesse ao Nordeste. Como faço miniaturas, me veio logo ‘Miudins’”. Os Miudins de Caio são solicitados por casais de namorados, cônjuges e por pessoas que querem reverenciar amigos e parentes. Os fãs de artistas famosos também procuram o trabalho do designer a fim de surpreender os seus ídolos. Demora um mês para ele produzir as miniaturas. Para encomendar um Miudin, o interessado deve entrar em contato com Caio através do e-mail caicko@gmail.com e enviar uma foto de ângulo frontal da pessoa ou do personagem que quer homenagear. Por mês, Caio recebe cerca de 25 a 40 pedidos e cada miniatura custa R$ 100, preço que, segundo o artista, será repensado. “A demanda é muito grande. No Sudeste, trabalho semelhante ao meu custa em torno de R$ 700 a R$ 800”, se queixa.




Multifacetado
Caio afirma que, se não fosse artista plástico, seria ator, poeta ou cantor. De certa forma, ele acabou passeando por todas essas outras áreas artísticas. Explica-se: começou a fazer teatro em 1993 e protagonizou, em 2009, o espetáculo Pluft, o Fantasminha. A boa atuação na montagem foi reconhecida ao ser indicado na categoria “revelação” do Prêmio Braskem de Teatro. “O teatro, além do prazer que me proporciona, é uma válvula de escape”, confidencia. Além disso, ele mantém na internet o blogue Albergue Mental, onde mostra sua face de poeta. “Desde pequeno, convivo com a poesia. Meu pai é poeta e já fez poesias para mim e para as minhas irmãs. Na verdade, me considero um cara que brinca com as palavras”, diz.
Exposição

Para este ano, Caio tem como projeto fazer uma exposição de suas miniaturas. Ainda está definindo o local, mas quer que seja um lugar onde pessoas de todas as classes sociais se sintam bem. Questionado sobre o objetivo de sua arte, não titubeia: “Quero levar alegria para o povo. A única obrigação que a gente tem na vida é a de ser feliz. Todo o resto é contornável. Vim ao mundo para ser feliz. Meu objetivo na vida é esse”, enfatiza.


#Conheça um pouco mais do trabalho de Caio Muniz acessando estes sites:http://miudins.blogspot.com/
http://caioalbergue.blogspot.com/

http://miudinscatalogo.blogspot.com/
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4 comentários:

  1. Ahhh... Adoreii!
    São mesmo obras de arte esses miudins!


    Parabéns, Caio, pelo trabalho com dedicação e amor. Parabéns, Raulino, pela postagem de muito bom gosto!

    Xeros!


    PS: Deveria postar mais fotos das miniaturas! (;

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  2. Oi, Legis! Obrigado pela atenção! A sua observação foi bem adequada. Não coloquei mais fotos porque as outras que eu tirei não estavam tão boas. Grande abraço e continue prestigiando este espaço.

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  3. fiquei encantada com as miniaturas.fiz uma encomenda e até agora não recebi resposta.fiz o depósito.e peço só que você me responda.se poderá fazer ou não a miniatura do djavan.pois é um presente para uma amiga muito especial.

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    Respostas
    1. Rosana, eu não sou o Caio. Apenas fiz uma matéria sobre ele. No corpo do texto, tem o e-mail de contato dele. Grande abraço!

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