domingo, 18 de novembro de 2018

Yan Brumas é MUTANTE!

Prestes a completar 20 anos de carreira, artista inicia comemorações
Yan Brumas: mutabilidade na vida e na arte. Foto: André Fridman
Por Raulino Júnior 

Lá nos idos de 1999, Yan Brumas estreava o seu primeiro espetáculo profissional, um musical de Pluft, o Fantasminha, que lhe rendeu indicação na categoria de ator-revelação no Prêmio SESC/SATED (Serviço Social do Comércio/Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões, de Minas Gerais). Em 2014, estreou o seu primeiro show musical, intitulado De Peito Aberto. Em 2015, foi a vez de Tropical. Agora, prestes a completar 20 anos de carreira, involuntária e intuitivamente, o ator e cantor mineiro inicia as comemorações com MUTANTE, um espetáculo cênico-musical que sintetiza muito do que ele é: um artista em constante transformação. "O show une música brasileira e textos que falam da nossa condição humana e mutante, tradicional e transgressiva", revela Yan.

Arte: Jaques Diogo

MUTANTE terá apresentação única, no dia 20 de novembro, às 20h, no Teatro Marília, em Belo Horizonte. Na ocasião, Brumas vai apresentar 17 canções entrecortadas com textos de escritores brasileiros, como Drummond e Nilton Bonder. O cantor será acompanhado pelo multi-instrumentista Thiago Miotto e o show contará com participação da cantora Anna Paula Sabina. No repertório, músicas de Chico Buarque, Lenine, Zé Kéti, João Bosco e Adriana Calcanhotto. Além disso, o espetáculo vai dar espaço para canções inéditas, de compositores contemporâneos: Estátua de Gelo (do mineiro Leandro Ramos), Baião e Mistérios (O Que Sou Eu?) (de Cassiano Luiz, que também é mineiro) e O Preço do Pecado (da pernambucana Isabela Moraes). O show tem assessoria artística de Guilherme Toledo (encenação) e de Pablo Libere (figurino). A produção executiva é de Jaques Diogo. Os ingressos, que estão à venda na bilheteria do teatro ou, antecipadamente, no site www.sympla.com.br, custam  R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Historiador traz curso de Música Negra Brasileira para Salvador

Questões raciais serão discutidas através da música popular
A tela "Cena Fandango Negro no Campo de St. Anna, Rio de Janeiro", c. 1824, de Augustus Earle (1793-1838), ilustra o cartaz do curso.
Por Raulino Júnior 

O historiador Vítor Queiroz, que tem promovido cursos sobre a história da música em várias regiões do Brasil, retorna a Salvador para falar sobre música negra brasileira. No curso, Vítor usará a canção popular para estudar a história do racismo e dos movimentos antirracistas. As aulas vão ocorrer na Aliança Francesa, que fica na Ladeira da Barra (Avenida Sete de Setembro), de 3 a 6 de dezembro, das 18h30 às 21h30. Os interessados em participar da atividade deverão fazer o investimento de R$ 180, que corresponde ao total de 12 horas de aula. Também será possível fazer aulas avulsas, pagando R$ 50 por dia. Para fazer a inscrição, basta entrar em contato pelo telefone/WhatsApp (71) 99123-9050. Os estudantes que participaram de outros cursos promovidos por Vítor na capital baiana (em janeiro, ele ministrou um sobre Música Popular Brasileira; em agosto, dois: Música Negra nas Américas e Introdução à História da Arte), terão desconto na inscrição. Sendo assim, o curso fica por R$ 150.

Música Negra Brasileira

A atividade nasceu de uma demanda dos alunos que fizeram os outros cursos organizados por Vítor. "Foi uma vontade minha, mas partiu de uma demanda dos alunos que fizeram os cursos sobre Música Popular Brasileira e Música Negra nas Américas. Eu propus fazer um curso juntando as duas temáticas, que são as coisas que eu mais me dedico, me preocupo: a música, especialmente a música popular, especialmente a Música Popular Brasileira; e questões raciais de um modo geral, e especialmente questões raciais no Brasil", explica o historiador.

Para Vítor, o Brasil carrega uma singularidade na sua história, principalmente no que diz respeito à presença da população negra no seu território. "O Brasil foi o maior polo receptor de africanos escravizados na América. As últimas três nações que aboliram a escravidão foram Brasil, Cuba e Estados Unidos, no século XIX. Esse passado escravo é muito recente, especialmente escravo negro, embora tenha existido outro tipo de escravidão, notadamente a escravidão indígena. O Brasil é um país que não fez uma reflexão sobre o seu passado. Um país, dá para brincar, que precisaria urgente de uma psicánalise nesse sentido. Precisaria ver esse trauma da escravidão e dos problemas étnico-raciais que permanecem".

 A ideia do curso é discutir todas essas questões, através da música popular. "A ideia é misturar esses problemas raciais, como a gente lida com isso, olhando pra trás e também olhando pra frente. A gente vai atingir a música popular por um outro lado, por um lado do que ela pode nos revelar sobre as tensões e as questões raciais no Brasil e vice-versa".

Vítor Queiroz

Foto: reprodução do site da Unicamp

Além de historiador, o soteropolitano Vítor Queiroz é mestre em História Social da Cultura pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutor em Antropologia, também pela Unicamp. A sua tese se debruçou sobre a obra de um dos mestres da música brasileira: Dorival Caymmi. Intitulada A Pedra que Ronca no Meio do Mar: baianidade, silêncio e experiência racial na obra de Dorival Caymmi, a pesquisa mostrou a atmosfera da "mitologia caymmiana". Em janeiro deste ano, Vítor ministrou o curso livre de Música Popular Brasileira, oferecido pelo Centro de Formação em Artes (CFA), da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), em Salvador. Na ocasião, o Desde fez uma cobertura exclusiva e produziu a série de reportagens Música Popular Brasileira em Curso, que pode ser lida neste link: MPB em Curso.

domingo, 23 de setembro de 2018

O voto, a estupidez e o futuro de um país

Ordem?! Progresso?! Imagem: Gazeta do Cerrado
Por Raulino Júnior 

Desde muito novo, ouço dizer que "brasileiro tem memória curta", e essa afirmativa nunca fez tanto sentido quanto agora. Estamos às vésperas das Eleições Gerais de 2018, ocasião em que os cidadãos vão escolher o presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador do estado e do Distrito Federal, senador, deputado federal, estadual e distrital, e, pelo que se vê, parece que houve um esquecimento dos tempos sombrios de outrora e a cidadania está dando lugar a um retrocesso voluntário, radical e inconsequente, como se o voto fosse brincadeira de criança. Só que, no contexto em que estamos, o peso da perda é muito maior. Na verdade, todo o país pode sair prejudicado por um ato que, na sua origem, não tem nada de consciente. É estupidez pura.

Muita gente ainda não sabe qual a importância e a razão do voto numa democracia. Obviamente, cada pessoa tem o direito de escolher em quem vai votar, mas essa escolha não deve ser feita de forma irresponsável, sem pensar numa coletividade. Deixar de olhar para o próprio umbigo é o primeiro passo para votar bem, independentemente do candidato que você vai escolher. Contudo, tem candidaturas que surgem para testar a ignorância do eleitor diante da História e o resultado é sempre positivo: somos ignorantes e estúpidos nesse aspecto. Caso contrário, não assistiríamos ao nascimento de um Hitler tupiniquim de forma tão passiva e sob aplausos.

Ninguém devia duvidar de que ditaduras deixam um legado negativo para qualquer sociedade. Ninguém devia, mas isso não corresponde à realidade. No Brasil, por exemplo, quem viveu aquele período histórico deve, certamente, lamentar com mais veemência. Por outro lado, quem conheceu a Ditadura pelos livros e tem noção do que ela representou, sabe que esse regime de supressão de direitos não faz nenhuma sociedade resolver os seus problemas. É o oposto: os problemas se potencializam. Por aqui, o período ditatorial durou 21 anos (de 1964 a 1985) e fez a população conviver com censura de toda e qualquer natureza, perseguição política, falta de liberdade de expressão, supressão de direitos constitucionais e repressão a toda ideia que contrariava o que estava estabelecido. Dá para esquecer isso? Não! É triste e revoltante constatar que, em 2018, tem pessoas que concordam com ideias de candidatos que têm como principal bandeira política perpetuar esse legado. É cuspir na nossa Constituição. É menosprezar e jogar no lixo as poucas conquistas da luta dos negros, das feministas e do público LGBTI+, por exemplo. Isso é nazi-fascismo em pó! Isso é sério! Isso é um absurdo!

O momento atual do país exige uma reflexão profunda sobre onde ele está e para aonde ele vai. Não dá para ficar na timeline brincando de polêmica e de busca por "likes", corroborando com ideais que visam descartar direitos conquistados depois de séculos de luta. Há muita diferença entre um projeto de governo e um projeto desgovernado de extermínio. Votar não é escolher quem é melhor para você. É escolher quem é melhor para todo um país. Senão, num futuro bem próximo, seu candidato vai te botar no bolso, mané, e decretar o AI-5.2 no primeiro dia de janeiro.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Literatura com "L", de like

Mesa de debate na FLIPELÔ discute o papel da internet na produção literária da atualidade
Clarice Freire, Renato Cordeiro (no centro) e Saulo Dourado: literatura em tempos de internet. Foto: Raulino Júnior
Por Raulino Júnior 

Com quantos "likes" se faz uma literatura? Essa foi a pergunta que deu título à mesa de debate promovida hoje, no Teatro SESC-SENAC Pelourinho , dentro da programação da FLIPELÔ (Festa Literária Internacional do Pelourinho), que está no seu segundo ano. Mediado pelo radialista Renato Cordeiro, o bate-papo teve a participação da escritora pernambucana Clarice Freire e do escritor baiano Saulo Dourado. Os dois autores ganharam visibilidade no campo literário usando a internet como espaço para divulgação de seus escritos. Saulo usava o Orkut para escrever contos e enviar como scraps (o que ele chamou de escrepo-contos) para as pessoas adicionadas no seu perfil. Além disso, reunia os textos produzidos no blog Depósito do [Escrepo]. No ano passado, lançou o seu mais recente livro, o romance juvenil Amar é uma conexão discada, pela editora Caramurê. Já Clarice utilizou o Facebook para colocar em prática a sua veia literária. Em 2011, ela criou a página Pó de Lua. A identificação do público com as suas poesias desenhadas foi tão grande que, em 2014, ela lançou o seu primeiro livro, que foi batizado com o mesmo nome da página. A obra foi publicada pela editora Intrínseca. Em 2016, veio o segundo, lançado pela mesma editora, chamado Pó de Lua nas noites em claro.

Para Saulo, hoje em dia, todo mundo é influenciado pela cibercultura de alguma forma. Com a literatura, não seria diferente. "A gente não consegue mais pensar numa vivência sem likes, sem curtidas. A literatura não ia escapar disso", pontua. Clarice, por outro lado, acredita que não só de likes vive um autor. "Like não faz literatura, quem faz literatura é o autor. O like foi um trampolim para as pessoas conhecerem a minha literatura". Questionados pelo Desde sobre se a gente vive numa era em que os likes são determinantes para consagrar novos autores, Saulo e Clarice foram incisivos nas respostas: "Eu não acredito que eles sejam determinantes, porque muitas coisas que têm muitos likes podem não dar certo no meio literário, podem não dar certo em livro, podem ser que não tenham a qualidade tão boa, literariamente falante. Então, determinantes não é. Acho que o trabalho precisa ter uma boa qualidade, o autor precisa ser original. Precisa ter, de fato, uma qualidade literária; porque senão, não dura muito, a gente sabe disso. Mas os likes têm o seu papel, têm o seu valor, porque eles conseguem fazer com que o trabalho fique mais conhecido, mais visto, ganhe visibilidade e, ganhando visibilidade, facilita com que as editoras também tenham até mais acesso e segurança na hora de acreditar naquele trabalho, porque já existe um público. O meu trabalho é uma prova disso. O likes ajudaram muito para que ele fosse visto. Mas não é, necessariamente, porque o trabalho tem muitos likes, que ele vai dar certo no meio literário", avalia Clarice. "A leitura é a grande consequência do trabalho que a gente faz, da arte que a gente cria. O like como finalidade, em algum momento, aquela criação e aquela consequência vão se embolar e a criação pode até ser comprometida. Mas, nessa era, o like é como elogio, é como um abraço, é como aperto, é como'adorei'. Nisso, vai valendo", afirma Saulo.

FLIPELÔ

Em sua segunda edição, a Festa Literária Internacional do Pelourinho começou no dia 8 e segue até 12 de agosto. Neste ano, o tema é "A amizade é o sal da vida", frase de Jorge Amado, e homenageia o escritor João Ubaldo Ribeiro, celebrando a amizade dos dois. A programação completa está disponível neste link: www.flipelo.com.br.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Sonoridades compartilhadas nas Américas Negras e História da Arte são temas de cursos que serão ministrados em Salvador

Sons das Américas Negras e História da Arte no Ocidente estarão em pauta na capital baiana
Cartaz de divulgação do curso traz a reprodução da tela neoexpressionista Philistines (1982), de Jean-Michel Basquiat
Por Raulino Júnior 

Os amantes de música e de arte que moram em Salvador terão a oportunidade de se aprofundar um pouco mais nessas temáticas: em agosto, o historiador Vítor Queiroz vai ministrar os cursos Som de Preto: histórias e sonoridades compartilhadas nas Américas Negras (de 20 a 24 de agosto, das 9h às 13h) e Uma Introdução à História da Arte (de 27 a 31 de agosto, das 9h às 13h), na Aliança Francesa, que fica na Ladeira da Barra (Avenida Sete de Setembro). Os interessados deverão fazer o investimento de R$ 100 (para cada curso específico) ou R$ 150 (para os dois). Quem quiser fazer aulas avulsas, vai ter que desembolsar R$ 30 por dia (carga horária: 4h). Para saber mais informações sobre os cursos e sobre a inscrição, basta entrar em contato pelo telefone (71) 99123-9050 (WhatsApp).

Em entrevista concedida ao Desde, por WhatsApp, Vítor falou sobre o que pretende abordar em cada curso e sobre o objetivo das propostas. "No Som de Preto: histórias e sonoridades compartilhadas nas Américas Negras, pretendo abordar as histórias compartilhadas que se materializam nas sonoridades do atlântico negro. Ou seja, vai ser um passeio pela música do Brasil, mas também da Argentina, do Caribe e dos Estados Unidos, focando temas que são transversais a todos esses lugares (como, por exemplo, o corpo, a dança e a sexualidade nessas músicas afro-atlânticas). Uma tese que está por trás desse curso é de que o atlântico e o atlântico negro têm uma série de experiências em comum e essas experiências são também comunicadas. Então, isso tem a ver com tudo: movimento negro, política e identidade negra nas Américas. Quem tiver interessado em política negra, negritude, movimento negro e religiões negras na América, é bem-vindo".

Já no curso de Introdução à História da Arte, Queiroz afirma que vai focar nas artes visuais. "Vou trabalhar com períodos artísticos, com criadores, principalmente de artes visuais (pintura e escultura).  Na verdade, a gente vai percorrer vários períodos da arte ocidental. Então, vamos ficar na arte da Europa e de suas extensões. Ou seja, os países que foram colonizados pela Europa e compartilham uma cultura europeia, incluindo o Brasil, incluindo a América. O curso tem uma tese central, um argumento central, que é o seguinte: a gente vai investigar como surgiu essa ideia de autonomia da arte e a ideia de artista. Na verdade, vou mostrar para os alunos que isso não é natural, isso não foi sempre assim, muito pelo contrário. Vou contextualizar bem histórica e antropologicamente, para também não ficar solto. Então, vamos trabalhar com os grandes mestres, Goya, Velázquez, Leonardo da Vinci, Picasso etc., mas também com uma série de outros artistas que não são conhecidos e que eram tão ou mais importantes em suas épocas", pontua.

Quem é Vítor Queiroz
Foto: reprodução do site da Uniccamp

Além de historiador, o soteropolitano Vítor Queiroz é mestre em História Social da Cultura pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutor em Antropologia, também pela Unicamp. A sua tese se debruçou sobre a obra de um dos mestres da música brasileira: Dorival Caymmi. Intitulada A Pedra que Ronca no Meio do Mar: baianidade, silêncio e experiência racial na obra de Dorival Caymmi, a pesquisa mostrou a atmosfera da "mitologia caymmiana". Em janeiro deste ano, Vítor ministrou o curso livre de Música Popular Brasileira, oferecido pelo Centro de Formação em Artes (CFA), da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), em Salvador. Na ocasião, o Desde fez uma cobertura exclusiva e produziu a série de reportagens Música Popular Brasileira em Curso, que pode ser lida neste link: MPB em Curso.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

6ª edição da oficina de uso de blogs por "focas" será realizada neste sábado, 30 de junho

Imagem: divulgação
Por Raulino Júnior 

A oficina Uso de blogs por "focas" como experimento para a prática jornalística chega à sua 6ª edição, na Biblioteca Central do Estado da Bahia (Biblioteca dos Barris). Neste sábado, 30 de junho, das 9h às 12h, estudantes de Jornalismo e profissionais que estão no início da carreira serão estimulados a criar blogs para servir como portfólio de trabalho. A atividade é gratuita, com direito a certificado. Para participar, basta enviar e-mail para viva.bpeb@fpc.ba.gov.br e solicitar a inscrição. As vagas são limitadas.

Na ocasião, os participantes terão informações sobre a origem dos blogs e suas principais características, o uso eficaz da ferramenta no jornalismo, importância do uso das tags nos posts e da produção multimídia. A série de oficinas faz parte das comemorações pelos sete anos do Desde, blog de experimentações jornalísticas com o viés cultural.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

#DesdeEmTrânsito: 50 anos da Pedagogia do Oprimido

Moacir Gadotti durante conferência no Virtual Educa. Foto: Raulino Júnior

O XIX Encontro Internacional Virtual Educa, evento promovido pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e a Secretaria Geral da Virtual Educa, tem como objetivo principal promover reflexões acerca da relação entre educação e tecnologia, a fim de dinamizar as práticas pedagógicas. No Brasil, o encontro está acontecendo em Salvador, no Centro Estadual de Educação Profissional, Formação e Eventos Isaías Alves. Na tarde de hoje, Moacir Gadotti ministrou a conferência 50 anos da Pedagogia do Oprimido, na qual analisou e apontou a importância da obra de Paulo Freire, publicada pela primeira vez em 1968, para a educação. O Desde esteve lá e fez uma cobertura via Twitter (@RaulinoJunior), para mais uma edição do especial #DesdeEmTrânsito. Veja o resultado.

A conferência começou no horário previsto, às 14h30. Moacir Gadotti é, na verdade, Presidente de Honra do Instituto Paulo Freire. Desde já, pedimos desculpas pelo equívoco.

Mesmo sendo uma publicação de 50 anos, para Gadotti, a obra de Paulo Freire ainda tem muito o que contribuir para a educação.


Ainda bem, não é? Um evento que fala de tecnologia não poderia deixar de ter uma intérprete. Mais que uma obrigação, é um direito!

O professor leu alguns trechos emblemáticos do livro e analisou cada um, sempre trazendo para o contexto histórico atual.

No seu discurso, Gadotti criticou a mídia. Ele está certo?

Essa foi a reflexão que Gadotti fez quando começou a falar sobre a relação entre educação e política.

Alguém duvida?!

Um ideal...

Muito bom isso! Gadotti enfatizou que a ideia é dar visibilidade a todo tipo de opressão e, assim, tentar resolvê-la.


Com certeza! O Método Paulo Freire frutifica por aí!

Aplaudido de pé! Gadotti é muito querido pelos educadores. Até a próxima edição do #DesdeEmTrânsito!

Todas as fotos foram feitas por Raulino Júnior.
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